literatura, política, cultura e comportamento.
seja em santa maria, em alegrete, no rio de janeiro, em osório ou em liechtenstein.
na verdade, tanto faz.
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18 de agosto de 2011

Diga não em Porto Alegre!

Ainda este mês vocês podem conferir, em Porto Alegre, o espetáculo teatral "O Dia em que Aprendi a Dizer Não", sob atuação do ator e meu amigo Maico Silveira (do blog "Maico sem n"). Pelas palavras do "Casa XV", "o cerne do trabalho consiste em agregar elementos plásticos do trabalho do ator, baseado essencialmente na utilização de técnicas oriundas do mimo corporal e do futebol como estilo livre, a uma temática e estética que reflitam as inquietudes de nossas vidas cotidianas". Ou ainda, conforme a divulgação no Brasília Agenda, é "um espetáculo humorado, irônico e sem concessões às peculiaridades do homem na atualidade, de sua contemporaneidade e de seu embate com os conceitos, preconceitos e dogmas da sociedade". Se estiver pela capital gaúcha, não deixe de comparecer para conferir; ou recomende para quem estiver por lá!


peça: O dia em que aprendi a dizer NÃO
site: http://odiadonao.blogspot.com/

direção: Camila Bauer
atuação: Maico Silveira
texto: Pablo Berned e Maico Silveira
Trilha sonora original: Leonardo Dias
Produção: Colectivo El Sótano [http://colectivoelsotano.blogspot.com/]

local: IAB - Instituto de Arquitetos do Brasil (General Canabarro, 363, esquina com Riachuelo - Centro, Porto Alegre)
horário: TERÇAS, QUARTAS E QUINTAS, 20h.
ingressos: R$ 20 e R$ 10
Somente até 25 de agosto.

9 de junho de 2011

Como é possível manter a individualidade num mundo pleno de exigências, convenções e incertezas?


Estreia, neste final de semana em Brasília, o espetáculo teatral "O Dia em que Aprendi a Dizer Não", sob atuação do ator e meu amigo Maico Silveira (do blog "Maico sem n"). Pelas palavras do "Casa XV", "o cerne do trabalho consiste em agregar elementos plásticos do trabalho do ator, baseado essencialmente na utilização de técnicas oriundas do mimo corporal e do futebol como estilo livre, a uma temática e estética que reflitam as inquietudes de nossas vidas cotidianas". Ou ainda, conforme a divulgação no Brasília Agenda, é "um espetáculo humorado, irônico e sem concessões às peculiaridades do homem na atualidade, de sua contemporaneidade e de seu embate com os conceitos, preconceitos e dogmas da sociedade". Se estiver por Brasília, não deixe de comparecer para conferir; ou recomende para quem estiver por lá!


peça: O dia em que aprendi a dizer NÃO
site: http://odiadonao.blogspot.com/

direção: Camila Bauer
atuação: Maico Silveira
texto: Pablo Berned e Maico Silveira
Trilha sonora original: Leonardo Dias
Produção: Colectivo El Sótano [http://colectivoelsotano.blogspot.com/]

local: Espaço Cultural 508 Sul - Sala Parangolé - Brasília - DF
horário: sexta e sábado às 21 e domingo às 20h
ingressos: R$ 20 e R$ 10

30 de abril de 2011

"As revistas, as revoltas, as conquistas da juventude são heranças, são motivos pras mudanças de atitude"


Os meios de comunicação no Brasil propõem (ou impõem?) um certo modelo comportamental de jovens, em tese calcado no estereótipo Malhação, talvez por entenderem a juventude como "uma banda numa propaganda de refrigerantes", como canta Humberto Gessinger. O vídeo de Felipe Neto, que você vê aqui, rejuvenesce a discussão sobre os impostos no Brasil, mas por uma perspectiva já caduca, reducionista, limitada, ou seja, mais do mesmo. Embora ele não diga, ficamos com a impressão, ao final do vídeo, que ele poderia muito bem ter tirado a seguinte conclusão: "esse dinheiro que o governo dá pra pobre comer, que oferece para pobre se qualificar e poder mudar de vida, esse dinheiro poderia servir para eu ficar jogando videogame". Estou errado na minha leitura?

Diante disso, a reflexão do Marcelo Parreira é extremamente pertinente. Destaco a seguinte passagem: "O que prejudica a aplicação dos nossos impostos, tanto quanto os desvios que devem ser combatidos, são os problemas estruturais. Nossa legislação tributária consegue ser ao mesmo tempo redundante e falha, nossa fiscalização para evitar a sonegação só começou a melhorar recentemente, setores importantes são bitributados, entre outros problemas. Mesmo assim, a famosa reforma tributária nunca engrenou por um misto de miopia dos governos estaduais, preguiça do governo federal e desinteresse do Legislativo. Isso sim merecia uma revolta e protestos, mas quem quer se arriscar em um assunto complexo como esse quando você pode simplesmente maldizer os políticos e babar pelos cantos?"
http://oopinioso.wordpress.com/2011/04/28/porque-felipe-neto-esta-errado/

Em relação ao texto completo de Parreira, acrescentaria o seguinte ponto:
 

No começo do vídeo, Felipe Neto já sobe nas tamancas: "Tá na hora de mostrar para essa porra de governo que a gente voltou a ter força para lutar pelo que é justo. Tá na hora de definir de vez que quem manda nessa porra aqui é a gente. Preço justo nessa porra já! Desde a época da ditadura que a juventude brasileira se calou. Toda a porra de dia a gente ouve notícia e mais notícia sobre corrupção, sobre aumento de salário de político, sobre zona com o dinheiro público". Não quero dizer, ao criticá-lo, que não haja problemas no país, mas não podemos cair em reducionismos hipócritas e em equívocos. Só no trecho destacado, poderíamos lembrá-lo do Fora Collor (como se fosse um ato isolado pós-ditadura!) e atualizá-lo sobre o debate importante e necessário sobre a democratização da informação (e sua crítica aos interesses e qualidade das grandes empresas midiáticas).

Não vou me estender sobre a dimensão dos movimentos políticos estudantis no Brasil, sobretudo das forças (em constante embate) que compõem a UNE, a UBES e a ANPG, ou dos movimentos sociais, dos movimentos de jovens trabalhadores, dos centros de cultura, da organização em partidos, ONGs, igrejas... Gostaria de retomar, em relação a esse assunto, o movimento contra a ALCA entre final dos anos 90 e início dos 2000, protagonizado pelos estudantes, e que se baseava exatamente no oposto desse #precojusto, "fácil discursinho pequeno-burguês":

"A possível criação da Alca é motivo de preocupação tanto para os países subdesenvolvidos (a maioria) quanto para os desenvolvidos (Canadá e Estados Unidos). Esse bloco visa estabelecer uma zona de livre comércio no continente americano, onde as tarifas alfandegárias seriam, paulatinamente, eliminadas, proporcionando, assim, a livre circulação de mercadorias, capitais e serviços. Entretanto, a livre circulação de pessoas e trabalhadores entre os países integrantes não seria permitida, pois o idealizador da Alca (EUA) não pretende intensificar a entrada de latino-americanos em seu território."
http://www.brasilescola.com/geografia/alca.htm

Com a ALCA, teríamos o tal cenário em que os produtos importados dos Estados Unidos e do Canadá seriam praticamente livres de imposto sobre importação. Os países “ricos” dominariam o capital industrial, e os “pobres” da América Latina assumiriam de vez o papel de coadjuvantes, restritos à atividade primária (mas com produtos de marca e originais nas prateleiras “livres de impostos”). O grande problema nesse cenário seria a situação do Brasil, e provavelmente da Argentina e do México. Não se trata de fazer suposições evasivas, mas pesquisar o impacto que houve na economia mexicana a partir do NAFTA. Países de industrialização ascendente, sofreríamos (mais) com a procura das empresas estrangeiras pelo “baixo custo”, só que sem barreiras protecionistas que permitissem o fortalecimento da economia nacional. Em miúdos, a América Latina seria uma neocolônia norteamericana, presa pelos limites do Bloco Econômico; ao contrário da cooperação do MERCOSUL, que alavanca a expansão da nossa economia com a Europa, o Oriente Médio, a África, Rússia, China, Japão... O debate não seria sobre o imposto malvado que encarece o DVD do Harry Potter, mas ainda sobre questões de soberania nacional, dívida externa, arrocho salarial, desemprego, futuro... (tipo anos 90?).

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E, ainda, sobre o protagonismo ATUAL da juventude, transcrevo um trecho que gosto muito, destacado de uma entrevista da Deputada Manuela D'Ávila (PCdoB/RS):

Sul21 – Tu comentaste há pouco sobre a tua trajetória no movimento estudantil. Como tu avalias o grau de politização do jovem brasileiro em geral, e do movimento estudantil em particular?

Manuela – Em primeiro lugar, eu acho que muitas vezes as pessoas caem no erro de avaliar as coisas sem levar em conta o momento histórico. Comparam os jovens de hoje com os jovens da ditadura militar… O Brasil é diferente, a vida é diferente. Os jovens que combateram a ditadura, como a Dilma (Rousseff, candidata do PT à presidência), lutaram para que a minha geração vivesse em liberdade. Temos que colocar as coisas dentro de seu período histórico. A população jovem hoje é muito maior, numericamente falando. Somos 55 milhões de jovens, e sobre nós incide de maneira mais cruel a desigualdade. Os jovens convivem com as oportunidades geradas pelo governo Lula, mas também com as desigualdades que ainda não superamos. Um cara que estuda consegue acessar a universidade, mas ele precisa trabalhar oito horas para pagar essa universidade. Então, é preciso entender quem é o jovem hoje. E também é preciso entender, na minha opinião, quais são as formas de participação da juventude. O movimento estudantil, hoje, é uma de várias formas de manifestação da juventude, como é o hip hop, como são os jovens universitários desenvolvendo pesquisas, como são os jovens que atuam no movimento de democratização da mídia… Vendo por esse lado, o movimento dos jovens é até maior hoje do que era na ditadura. Também é uma ilusão achar que todos os jovens estavam lutando pela liberdade, na época da ditadura. Acho que há uma tentativa de estereotipar nossa juventude como se ela fosse alienada, e ela não é.

Sul21 – E por que isso?

Manuela -
Porque a gente saiu de um processo muito longo de neoliberalismo, que vendia a ideia de que o indivíduo era superior ao coletivo. Para essa visão, é errado divulgar valores coletivos. Uma pessoa tem que encarar seus colegas de aula como adversários, porque eles serão adversários no mercado. A gente ainda vive em um mundo em que se difunde muito os valores individuais. E acreditar na juventude, em sua capacidade de mobilização, equivale a dizer que isso é mentira.

http://sul21.com.br/jornal/2010/10/manuela-%E2%80%9Ctenho-o-sonho-de-ser-prefeita-de-porto-alegre%E2%80%9D/






Post-scriptum: sugestões de leitura

@opinioso - Fazer a diferença (ou Porque Felipe Neto continua errado)

@opinioso - Da arte de se explicar sem se explicar (ou Porque o #preçojusto não pode ser defendido)

@Tsavkko (sugestão do @brizola_neto) - Preço Justo Já e a falta de crítica da classe média #PrecoJusto

9 de maio de 2009

Pega-pega


Na brincadeira de pega-pega na blogosfera, chegou a minha vez. A minha querida amiga Sabina Insustentável, cuja leveza não permite que descubramos quem se esconde por tal pseudônimo (http://paticastro.blogspot.com/) me pegou e, portanto, agora é a minha vez (e sem direito a pique!). Embora não seja um esconde-esconde, devo contar até oito. Por que oito? Porque faz parte da regra da corrente (visualmente indicada pelo selinho ao lado). A idéia da corrente é estreitar laços entre blogueiros; mas também prevê que cada um projete oito coisas a fazer antes de morrer. Hummm... E se eu morresse amanhã? Não, deixemos essa para o nosso Álvares de Azevedo. Obviamente, qualquer objetivo traçado aqui exigiria cerca de trezentos anos de vida (principalmente pelo item de número 1!). Mas enfim, antes de tapar os olhos para que o jogo comece, explicitemos as regras:

1 – A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer antes de morrer.
2 - É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas e é necessário que a pessoa explique as regras do jogo.
3 – Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs.
4 – Deixar um comentário para quem nos convidou.


Agora, vamos à listinha:

1 - Emagrecer.

2 - Emagrecer? Hehehehe... Hum, quem sabe ser menos guloso?

3 - Emagrecer? Quer dizer, praticar algum esporte regularmente?

4 - Ler tudo. É, tudo mesmo.


5 - Conseguir lembrar de tudo que terei lido.

6 - Conseguir um emprego (é verdade, como estou dramático!)

7 - Me manter num emprego, nem que seja a última coisa que eu faça.

8 - E, se por acaso, eu vier a sobreviver ao item 7, mesmo com cerca de 300 anos, vou querer jogar tudo pro alto e me largar no mundo como hippie junto com a Taise (se ela estiver viva aos seus 300 e poucos anos)...

Pós-Scriptum item 8 - Tudo bem... não precisa passar tanto tempo assim... Não é medo de largar tudo. É medo de não ter o que largar, hehehehehe...



Os indiciados, ops, indicados!:
(na verdade, já tenho aqui ao lado algumas sugestões de blogs de amigos, no item
"SOMOS QUEM PODEMOS SER... SONHOS QUE PODEMOS TER..."; por isso, as indicações aqui serão tecidas com comentários...)

1 - Maico sem Ene (http://maicosilveira.blogspot.com/) - o meu amigo de Osório atualmente no que se poderia chamar de exílio intelectual ou exílio acadêmico quase que involuntário nos informa de suas agruras estando do lado de lá do Equador e do meridiano de Greenwich. Cada vez menos ator e mais atormentado em um solitário quarto branco na "Canoas" da Île-de-France, aprimora a cada dia seu repertório de sugestões legais de vídeos do Youtube.

2 - ZECA LIVE IN HAVANA (http://zecaliveinhavana.blogspot.com/) - o camarada Ezequiel largou seu curso de Enfermagem aqui na Federal e se mandou em uma aventura para o caribe. Não, marujos, ele não virou pirata com Jack Sparrow. Ele está cursando medicina em Cuba e aproveitando para nos revelar uma Cuba que o William Waack jamais revelaria. Ele é de Santa Maria, cidade de onde a dona Ernesta o aguarda com muita saudade.

3 - Igor de Fato (http://igordefato.blogspot.com/) - Alegrete era pequena para o meu amigo sósia de Lênin, e partiu para Santa Maria para descobrir o mundo. Cursou Geografia e entrou para a História. Entre tantas batalhas travadas, concorreu a vereador na cidade da Boca do Monte. Sua necessidade de dialogar com a juventude motivou-o a escrever em um blog. Quis o destino que o nosso nobre amigo estivesse atualmente exilado nas plagas da capital sul-riograndense. Mas, ao contrário de Mário Quintana, seu conterrâneo, Igor de Fato está saudoso do interior. E fortes motivos mantem-no ligado à cidade de Imebuy.

4 - Blog Cine CEU (http://cineceu.blogspot.com/) - Meu ilustríssimo amigo Carlos Orellana montou seu blog a partir do projeto de exibição de filmes na Casa do Estudante Universitário da UFSM. Seu objetivo com aquele projeto era propiciar ciclos de cinema que iriam além da programação da Sessão da Tarde, e seu blog mantém o mesmo objetivo. Jornalista e meio publicitário, Orellana doa-se completamente ao que se propõe fazer. A responsabilidade de compartilhar conosco as suas leituras sobre cinema Orellana assume consigo mesmo, e o resultado não poderia ser outro, senão dicas de ótima qualidade.

5 -
Uma romântica aguada, metida a moderninha (http://romantiquinha.blogspot.com/
) - A professora Priscila do Prado é uma amiga com quem tive o prazer de estudar junto. Em seu blog ela procura expressar o seu modo de ver o mundo: publica poemas, escreve sobre poemas, exprime poesia. Aguarda a chegada de um príncipe encantado que não lhe faça o mesmo que fizeram com Sóror Mariana Alcoforado. Ela até tenta manter os pés no chão, mas como viveria uma escorpiana se pudesse voar?

6 - blog do mauro gil... (http://maurogeomusica.blogspot.com/) - Mauro Gil mora ao pé do morro, e de lá às vezes sobe para ver o mundo, às vezes não. Ele tenta sair do pé do morro, mas o morro morreria se Mauro saísse de lá. Exagero? Ele está pagando para ver... Gaiteiro de Osório, procura aliar a música com a geografia, e sai para tocar nos bailes da região. Mas ele quer tocar sua gaita para além de onde não se possa mais enxergar o morro...

7 - ALTERNATIVA de Letras (http://alternativadeletras.blogspot.com/) - Esse é um blog novo. Dependendo de quando for acessado, capaz de ter pouquíssimas postagens. Mas, por que inclui-lo nessa lista? Pois esse blog propõe-se a um diálogo entre alunos do Pré-Vestibular Popular Alternativa e professores da área de Letras. Projeta-se que professores de língua portuguesa e de línguas estrangeiras, bem como professores de literatura brasileira e redação que ministram aula nesse espaço possam transpor os limites da sala de aula e do conhecimento compactado que geralmente é operado em aulas para pré-vestibulandos.

8 - Filosofia de pára-choque (http://paticastro.blogspot.com/) - Como fiz todo esse rodeio para falar de blogs de amigos, nada mais justo que finalizar com o blog que me presenteou com o selo da corrente. A minha amiga partiu de uma deixa da Martha Medeiros para batizar o seu blog metamorfoseante. Ela voa de BH para todos os lugares, seja apenas sentada numa cadeira de bar bebendo ou seja indo pessoalmente (bebendo?). Colega nordestina que veio pro sul que veio com uma idéia na cabeça mas sem uma câmera na mão, errando de bar em bar e procurando não achar... Oiêêê...


Em todo o caso, não deixem de conferir os blogs pareceiros que acabaram não sendo citados entre os oito...


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