literatura, política, cultura e comportamento.
seja em santa maria, em alegrete, no rio de janeiro, em osório ou em liechtenstein.
na verdade, tanto faz.
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22 de julho de 2009

óinc, óinc: atchim...


Uma das entradas da gripe suína no Brasil foi pela fronteira que o Rio Grande do Sul tem com a Argentina. Aliás, foi por essa mesma fronteira que há alguns anos entrou a febre aftosa. E isso tudo me lembra uma outra questão: a faixa de fronteira.

É de projeto do nosso "ilustre" senador Zambiasi a redução da faixa de fronteira, que hoje impede que estrangeiros adquiram terras nesse território. Trata-se de uma faixa de 150km da fronteira do Brasil com outros países, que seria diminuída para apenas 50km. Papeleiras têm pressionado politicamente a diminuição dessa faixa, com o intuito de investir da "silvicultura", ou seja, nos "desertos verdes":

"Plantar esse deserto verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que ruim e plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho" (mulheres da Via Campesina)

Se com uma faixa de fronteira de 150km a circulação de doenças entre os dois países é livre, sem essa faixa, como seria? Na verdade, são mais perguntas do que idéias ou posicionamentos amadurecidos. No entanto, em locais onde a soberania de um país é, de certa forma, suspensa, por pertencer a particulares estrangeiros, o que podemos esperar?

Enquanto isso, me dá pânico vendo na TV o Osmar Terra falar sobre o avanço da gripe. Ele passa uma sensação de impotência muito grande...

Estamos aqui no Rio Grande do Sul enfrentando essa epidemia. O estado tem essa particularidade de muitos casos porque está na fronteira com a Argentina e o Uruguai, que já têm muitas pessoas infectadas. O que nós vemos é que o estado está sendo a porta de entrada dessa gripe aqui no Brasil e o enfrentamento dela está mobilizando todas as forças sociais da região" (Osmar Terra ao G1).

Exatamente por isso vejo como necessário e importante a pauta sobre doenças entrarem na discussão sobre a faixa de fronteira. Está aberto o debate...


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Amigos, estou indo viajar para Santa Cecília. Tô fugindo da gripe... hehehehe...
Mas semana que vem estarei de volta. Até.

26 de setembro de 2008

Lula para brasileiro e estrangeiro verem...


Me obrigo a reproduzir aqui, na íntegra, o post do blog Cidadania.com UOL, de Eduardo Guimarães. Intitula-se Lula brilha na ONU; mídia esconde

"Quem teve interesse ou tempo ou tecnologia disponível – ou tudo isso junto – para assistir o vídeo acima – ou para assisti-lo por outro meio – e tiver o mais remoto conhecimento sobre relações internacionais, terá constatado como eu constatei a importância, a contundência e a coragem da fala do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura da 63ª Assembléia Geral da ONU, anteontem.

Nada ficou de fora: dos temas candentes sobre a economia americana ao intervencionismo americano na Bolívia e até as políticas discriminatórias do trânsito de cidadãos do Terceiro Mundo nos países ricos, bem como a defesa firme – e totalmente fundamentada – dos êxitos surpreendentes na administração do Brasil pelo seu atual governo, tudo isso foi citado de forma contundente. Foi um dos discursos mais duros, firmes e fundamentados que o presidente fez.

A repercussão do discurso de Lula na mídia brasileira foi débil e distorcida, porém. Tal fato não deveria surpreender quem acompanha de perto a má vontade patológica da mídia com um governo que conseguiu proezas como a de tornar o Brasil o país que mais atraiu investimentos estrangeiros produtivos na América Latina, com o detalhe de que recebeu cerca de 40% mais desses investimentos do que o segundo colocado, o México.

Ontem, enquanto as bolsas de valores voltavam a mergulhar em pânico pelo mundo afora por conta da relutância do Congresso americano em liberar os tais 700 bilhões de dólares, a Bovespa subia e o dólar permanecia equilibrado, mas nem isso satisfez a imprensa desequilibrada que temos aqui.

Um exemplo da má vontade que impera na grande mídia – escrita, falada e televisionada – pôde ser verificado em editorial de hoje da Folha de São Paulo, que se enreda em previsões sombrias sobre a economia brasileira - como a que teimava em fazer para dizer que o país não cresceria, até ele começar a crescer -, enquanto seus colunistas escancaram uma torcida contra revoltante, ainda que uma torcida num páreo perdido, pois a exuberância da solidez da economia brasileira vem sendo cantada em verso e prosa em toda imprensa internacional há muito tempo e de forma crescente.

Quem tem tido acesso à imprensa internacional sabe do que estou falando. O conservador Wall Street Journal, apesar de não conseguir evitar o cacoete neoliberal de chamar de “populistas” políticas sociais que vêm dando grandes resultados, o jornal se derrete por Lula, reconhecendo-lhe a liderança e protagonismo no cenário internacional e anotando a “reverência” com que foram recebidas suas palavras.

Enquanto isso, aqui no Brasil, os “colonistas” (colunistas colonizados) da imprensa golpista boliviano-venezuelana que infestam as redações dos mais ricos meios de comunicação do país tratam de ridicularizar a importância da solenidade anual de abertura da Assembléia Geral da ONU e chamam de “ladainha” o forte discurso político de Lula, feito num fórum de grande importância política por conta do momento econômica e politicamente turbulento porque passa o mundo. Em que planeta está a cabeça dessa turma?

Por dever profissional, viajo direto ao exterior. Nessas viagens, tenho sentido cada vez mais orgulho de ser brasileiro. Estamos sendo cada vez mais bem vistos no mundo porque o país vai bem, é governado com seriedade e disso vem colhendo resultados que deveriam calar a boca dessa imprensa esquizofrênica. E só não calam porque ela não tem vergonha na cara, apesar de ter esses rios de dinheiro que lhe permitem falar mais alto - por enquanto".